Comércio e serviços projetam 130 mil vagas no fim do ano
Comércio e serviços projetam 130 mil vagas no fim de 2026; pesquisa detalha contratos, salários e funções mais procuradas pelas empresas.
O comércio e o setor de serviços brasileiros projetam abrir cerca de 130 mil vagas temporárias e efetivas para o fim de 2026. A estimativa faz parte de uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil, em parceria com a OfferWise, divulgada em 23 de setembro.
O total representa 12 mil postos a mais do que no ano anterior e sinaliza como as empresas estão se preparando para o aumento de demanda no último trimestre. Entre os empresários consultados, 36% já contrataram ou pretendem contratar trabalhadores para o período, seja de forma temporária, efetiva, informal ou terceirizada.
Para o consumidor, o reforço das equipes pode aparecer no atendimento, na operação das lojas e na capacidade de entrega durante datas de maior movimento. A contratação, porém, não garante por si só melhora uniforme na experiência: treinamento, organização de estoque e planejamento logístico também influenciam filas, prazos e solução de problemas.
Vendas, apoio e entregas concentram oportunidades
Vendedor é a função mais citada pelas empresas que planejam contratar, com 23% das respostas. Ajudante aparece em seguida, com 22%, enquanto entregador representa 10%. Caixa e recepcionista também estão entre as ocupações mencionadas.
A presença de ajudantes e entregadores entre as funções mais procuradas reflete a necessidade de sustentar tanto as lojas físicas quanto os pedidos feitos por canais digitais. Em períodos de alta, o fluxo de mercadorias exige trabalho de separação, organização, expedição e entrega, etapas que afetam diretamente o prazo informado ao cliente.
Novembro concentra a maior parcela das admissões planejadas, com 24%. Setembro responde por 18% e outubro por 17%, o que mostra que uma parte das empresas começa a montar suas equipes antes do pico de compras do fim do ano.
Metade das empresas prevê vagas temporárias
As contratações com carteira assinada correspondem a 50% das modalidades citadas no levantamento. Vagas informais aparecem em 43% das respostas, contratos como pessoa jurídica em 24% e postos terceirizados em 11%. Como a pergunta admite mais de uma modalidade, os percentuais não formam uma divisão única do total.
Metade das empresas que vão contratar inclui vagas temporárias em seus planos. A duração média prevista é de 2,4 meses, e 39% das contratações informadas serão por tempo indeterminado. A pesquisa também aponta média de uma efetivação por empresa entre os negócios que recorrem ao trabalho temporário.
Quem busca uma oportunidade deve verificar antes da admissão o tipo de contrato, a jornada, a remuneração, os benefícios e a duração estimada. Também é importante desconfiar de cobranças para participar de seleção, confirmar a identidade da empresa e evitar o envio de documentos por páginas ou contatos não verificados.
Remuneração média é de R$ 1.805
A remuneração média indicada pela pesquisa é de R$ 1.805, valor R$ 138 inferior ao registrado em 2025. A jornada média informada ficou em 7,54 horas diárias. Já 71% das empresas disseram oferecer algum benefício aos contratados.
Vale-transporte é o benefício mais frequente, citado por 47% das empresas. Vale-alimentação ou refeição aparece em 44%, transporte fornecido pelo empregador em 28% e participação nos lucros ou comissões sobre vendas em 23%.
As condições variam conforme a vaga e a empresa. Por isso, a média do estudo não deve ser interpretada como salário garantido para toda contratação. Candidatos precisam comparar a proposta concreta, os custos de deslocamento e alimentação e as regras para comissão antes de aceitar uma oportunidade.
Demanda sazonal impulsiona contratações
O principal motivo para ampliar as equipes é atender ao aumento típico de demanda no período, resposta dada por 59% dos empresários que planejam contratar. Entre os que não pretendem reforçar o quadro, 41% dizem não acreditar que o movimento será suficiente para justificar novas admissões.
A pesquisa ouviu 510 empresários de comércio varejista e serviços, de empresas de diferentes portes e regiões do país, entre 24 de junho e 24 de julho. A margem de erro informada é de 4,3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento oferece um retrato das expectativas empresariais, não uma contagem de vagas já abertas. Para consumidores, ele antecipa a preparação do varejo para o fim do ano. Para trabalhadores, indica quais funções devem ganhar demanda, mas cada oportunidade ainda precisa ser confirmada diretamente nos canais oficiais de recrutamento.