Inadimplência atinge 73,71 milhões de consumidores em agosto
Inadimplência alcança 73,71 milhões de consumidores em agosto de 2026, com recuo mensal de 1,89%; veja os principais dados da CNDL e do SPC Brasil.
O Brasil encerrou agosto de 2026 com 73,71 milhões de consumidores inadimplentes, segundo o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O total equivale a 43,90% da população adulta do país.
Na comparação com julho, o número de pessoas com contas em atraso recuou 1,89%. A melhora mensal, porém, não elimina o peso das dívidas no orçamento: cada consumidor inadimplente devia, em média, R$ 5.190,28 e tinha débitos com cerca de 2,34 empresas credoras.
Contas menores representam parcela relevante
Os dados mostram que 28,77% dos consumidores negativados tinham dívidas de até R$ 500. Quando o limite sobe para R$ 1.000, essa participação chega a 40,97%.
O recorte ajuda a dimensionar como valores menores também podem restringir o acesso ao crédito e reduzir o espaço para novas compras. A existência de uma dívida, independentemente do tamanho, pode afetar decisões como parcelar um produto, contratar um serviço ou reorganizar despesas recorrentes.
Faixa de 30 a 39 anos concentra mais devedores
Entre as faixas etárias, a maior concentração aparece no grupo de 30 a 39 anos, com 17,95 milhões de pessoas. Nesse intervalo, 52,97% da população estava negativada em agosto.
A distribuição por sexo ficou próxima do equilíbrio: mulheres representavam 51,42% dos consumidores inadimplentes, enquanto homens respondiam por 48,58%.
Bancos concentram a maior parte das dívidas
O número total de dívidas em atraso cresceu 10,28% em relação a agosto de 2025, apesar de ter caído 2,04% na passagem de julho para agosto deste ano. É importante separar as duas medidas: uma pessoa pode ter mais de uma dívida, por isso a evolução dos débitos não é igual à variação do total de devedores.
Os bancos concentravam 65,80% das dívidas registradas. Água e luz apareciam com 10,04%, seguidas pela categoria “outros”, com 9,86%, e pelo comércio, com 8,32%.
Diferenças regionais
O Norte tinha a maior proporção de adultos inadimplentes, com 48,03%. No Sul, a participação era de 39,90%. Na comparação anual do número de consumidores negativados, o Sul apresentou a maior alta, de 8,32%, seguido por Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste.
O que o indicador significa para o consumidor
Os números retratam registros de contas em atraso e não permitem concluir que todos os consumidores estejam na mesma situação financeira. Valor, tempo da dívida, renda e quantidade de credores mudam a capacidade de regularização de cada pessoa.
Para quem precisa reorganizar o orçamento, a leitura prática começa pela identificação dos débitos, dos juros e das despesas essenciais. Antes de aceitar uma renegociação ou novo crédito, é necessário comparar o custo total, o valor das parcelas e a capacidade de manter os pagamentos até o fim do acordo.