Keeta retoma expansão para 21 cidades no Brasil

Keeta retoma expansão no Brasil e prevê chegar a 21 novas cidades até o fim de 2026; veja os municípios e o impacto para consumidores.

Keeta retoma expansão para 21 cidades no Brasil

A Keeta, aplicativo de entrega de comida do grupo chinês Meituan, retomou seu plano de expansão no Brasil e pretende iniciar operações em 21 novas cidades até o fim de 2026. O movimento se concentra em municípios médios do interior e amplia a concorrência entre plataformas de delivery fora dos grandes centros.

A nova etapa foi anunciada depois de uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo relacionada a cláusulas comerciais impostas pela 99Food. Segundo a empresa, a expansão já estava preparada internamente e voltou a avançar após a disputa judicial. Para consumidores e restaurantes, a principal consequência é a chegada de mais uma opção de pedidos em cidades que costumam ter menos plataformas disponíveis.

Quais cidades devem receber a Keeta

A lista reúne municípios de sete estados. Em Mato Grosso, estão Sinop, Sorriso, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Tangará da Serra, Cáceres e Alta Floresta. Goiás aparece com Rio Verde, enquanto Mato Grosso do Sul terá Três Lagoas.

No Sudeste, a expansão inclui Araçatuba, em São Paulo, e quatro cidades mineiras: Patos de Minas, Governador Valadares, Araxá e Passos. No Paraná, entram Toledo e Guarapuava. Passo Fundo e Santa Maria estão na relação do Rio Grande do Sul, e Içara e Criciúma representam Santa Catarina.

Parte dessas operações já passava por testes. Sinop, Sorriso, Rondonópolis, Rio Verde e Toledo funcionavam como pilotos antes da retomada anunciada. A previsão divulgada é que as 21 cidades estejam operacionais até o encerramento do ano, mas a empresa não informou uma data única de estreia para todas elas.

Expansão prioriza cidades médias

A estratégia procura testar diferentes cenários de consumo e logística. Cidades do interior podem combinar áreas urbanas mais espalhadas, menor densidade populacional e perfis locais de restaurantes. Esses fatores afetam distância, tempo de entrega, disponibilidade de entregadores e custo da operação.

Danilo Mansano, vice-presidente da Keeta no Brasil, afirmou que a companhia quer construir uma operação nacional, em vez de permanecer restrita a poucos polos. O executivo também explicou que municípios menores oferecem situações variadas para testar cozinhas, hábitos de compra e rotas antes de uma expansão de maior escala.

Para o consumidor, a presença de outra plataforma pode ampliar a comparação de restaurantes, taxas e prazos. Isso não significa, porém, que todas as cidades terão a mesma cobertura desde o primeiro dia. Bairros atendidos, horários, estabelecimentos cadastrados e modalidades de entrega podem variar conforme o avanço local da operação.

Rio de Janeiro ficou para uma etapa posterior

O Rio de Janeiro não faz parte desta rodada. A Keeta havia preparado a entrada na capital fluminense, mas decidiu adiar a estreia. A empresa atribuiu a escolha à presença de contratos de exclusividade no mercado local e ainda não definiu um novo prazo.

A disputa por exclusividade no delivery continua acompanhada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O iFood mantém um acordo com o órgão, válido até meados de 2027, que limita determinadas práticas desse tipo. A decisão judicial citada pela Keeta envolve a 99Food e não elimina automaticamente outras barreiras comerciais avaliadas pela empresa.

Para quem está no Rio, portanto, o anúncio não representa disponibilidade imediata do aplicativo. A lista de 21 cidades deve ser usada como referência objetiva, sem presumir que a plataforma já atende outros municípios ou que existe uma data confirmada para a capital.

O que muda para consumidores e restaurantes

A chegada de uma nova plataforma pode aumentar a concorrência por restaurantes e usuários. Paulo Solmucci, presidente executivo da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, avaliou que a expansão oferece mais escolha ao consumidor e incentiva a disputa em serviço, tecnologia e condições comerciais.

Na prática, é importante comparar o custo total do pedido. Preço do prato, taxa de entrega, tarifa de serviço, pedido mínimo e eventuais adicionais podem variar entre aplicativos. Um desconto isolado não garante a opção mais barata quando outras cobranças são incluídas no fechamento.

Prazo estimado também não equivale a garantia de entrega em um minuto exato. Distância, clima, trânsito, preparo do restaurante e disponibilidade de entregadores influenciam o resultado. Antes de pagar, o consumidor deve conferir o endereço, o estabelecimento selecionado, os itens do carrinho e a forma de pagamento.

Restaurantes, por sua vez, ganham um novo canal potencial, mas precisam avaliar comissões, repasses, exposição no aplicativo e capacidade de atendimento. A ampliação da oferta só melhora a experiência quando cardápio, estoque, prazo de preparo e suporte permanecem consistentes.

Investimento ainda tem espaço para novas etapas

A Keeta informou ter utilizado menos de 20% dos R$ 5,6 bilhões previstos para investir no Brasil ao longo de cinco anos. A empresa também declara reunir 83 mil restaurantes cadastrados, mais de 400 mil entregadores parceiros registrados e mais de 10 milhões de downloads no país.

Esses números descrevem a escala apresentada pela companhia, mas não substituem a verificação da cobertura em cada endereço. O sinal mais seguro de disponibilidade é a consulta direta no aplicativo oficial, com o CEP ou endereço completo, depois que a operação local for anunciada.

A retomada em 21 cidades marca uma mudança concreta no mapa brasileiro de delivery. Para o consumidor, o efeito mais relevante será a possibilidade de comparar uma plataforma adicional; para o mercado, a expansão leva a disputa para cidades médias que até agora receberam menos atenção dos grandes aplicativos.

Fonte consultada